segunda-feira, 22 de março de 2010

Receitas.

PACOTE DE TOFU
PACOTE DE TOFU E PEITO DE PERU

Ingredientes
4 folhas grandes de acelga japonesa
8 folhas de cebolinha-verde
1 batata-doce média sem casca e picada
150 g de tofu picado
2 col. (sopa) de azeite extravirgem
1 col. (chá) de sal
8 col. (sopa) de purê de tomate amarelo.


Modo de Preparo
Elimine talos da acelga. Coloque-a com 4 folhas de cebolinha-verde em panela com água fervente. Cozinhe por 30 segundos. Tire do fogo. Escorra água. Reserve. Cozinhe batata-doce até amaciar. Escorra água. Junte o tofu, sobra da cebolinha-verde picada, metade do azeite, sal. Refogue, mexendo com cuidado, por 2 min. Distribua nas folhas de acelga. Feche, formando um pacote. Amarre com cebolinha-verde escaldada. Regue com sobra de azeite. Sirva com purê de tomate amarelo. Pimenta-biquinho decora.

COMO SE TORNAR VEGETARIANO - DICAS PRÁTICAS

Por Priscila Di Ciero


Nutricionista Especialista em Nutrição Esportiva, com prática em atendimentos a vegetarianos

O vegetarianismo vem ganhando muitos adeptos no Brasil e no mundo, seja por razões econômicas, filosóficas/éticas, religiosas ou por saúde. Mas para ser se tornar vegetariano é preciso estar atento a alguns pontos importantes, já que um cardápio mal elaborado pode trazer diversos riscos a saúde (e isso se aplicar ao cardápio dos onívoros também - aqueles que consomem carne com freqüência).

Como nutricionista, acho importante citar alguns deles para que você, que está pensando na hipótese de parar de consumir carnes, precisa ter conhecimento antes de dar o pontapé inicial :

- Procure um médico para fazer um check-up e ver qual o status de sua saúde atual. Vale lembrá-lo de solicitar, além do hemograma e glicemia de jejum, a taxa de colesterol e triglicérides, ferritina e homocisteína;

- Caso esteja tudo bem, e com aval e acompanhamento de seu médico e nutricionista, vá diminuindo a freqüência do consumo de carnes nas refeições principais. Não aconselho ninguém a deixar de comer todas as proteínas animais de uma vez e passar para um cardápio vegano (=livre de qualquer alimento de origem animal);

- Aos poucos, vá introduzindo leite de soja enriquecido em substituição ao leite de vaca no café-da-manhã. Você vai se habituando ao sabor e acostumando seu intestino na absorção da proteína da soja;

- Aumente o consumo de legumes refogados e deixe sua salada crua bem colorida. Lembre-se que saladinha não é somente alface com tomate. Incremente com castanhas, cebola, cenoura crua, grão-de-bico e molhos caseiros, por exemplo;

- Experimente fazer um patê de tofu com azeitona preta e azeite de oliva extravirgem e faça um sanduíche com pão integral ou de grãos. Substitua um dos lanches que faria com peito de peru e queijo. A soja é uma excelente fonte de proteína para os vegetarianos!

- Não deixe de consumir no mínimo 3 porções fruta por dia, lavando-as bem e, preferencialmente, associando uma delas com farinha de semente de linhaça – excelente fonte de ômega-3 para os vegetarianos (e onívoros também);

- Leia bastante e busque sempre tirar suas dúvidas com seu nutricionista. Esse profissional pode te auxiliar e muito na elaboração e acompanhamento de sua evolução.

- A combinação arroz com feijão é uma excelente opção protéica, e pode (quase um dever!) aparecer diariamente em seu cardápio.

- Para aumentar absorção de ferro de seu cardápio, sempre tome 1 copo de suco de fruta cítrico (preferencialmente natural) junto às refeições, ou coma mesmo uma fruta se puder.

- Quanto à vitamina B12, a maior preocupação por parte dos vegetarianos, os ovo-lacto-vegetarianos podem não ter deficiência diagnosticada por algum tempo, já que essa vitamina fica armazenada no fígado. Já os veganos precisam estar atentos sempre. De qualquer forma, sempre converse com seu nutricionista para que possa lhe orientar alimentos forticados e enriquecidos nessa vitamina ou até mesmo a suplementação propriamente dita.

Boa sorte!

priscila_nut@ig.com.br

21 MOTIVOS PARA SE TORNAR VEGETARIANO

Retirado do site:

O vegetarianismo é a tendência que mais cresce no mundo desenvolvido. Eis 21 motivos porque vc deve pensar em virar vegetariano também:
1- Evitar carne é um dos melhores e mais simples caminhos para cortar a ingestão de gorduras. A criação moderna de animais provoca artificialmente a engorda para obter mais lucros. Ingerir gordura animal aumenta suas chances de ter um ataque cardíaco ou desenvolver câncer.
2- A cada minuto todos os dias da semana, milhares de animais são assassinados em abatedouros. Muitos sangram vivos até morrer. Dor e sofrimento são comuns. Só nos EUA, 500.000 (meio milhão) de animais são mortos a cada hora!
3- Há milhões de casos de envenenamento por comida relatados a cada ano. A vasta maioria é causada pela ingestão de carne.
4- A carne não contém absolutamente nada de proteínas, vitaminas ou minerais que o corpo humano não possa obter perfeitamente de uma dieta vegetariana.
5- Os países africanos - onde milhões morrem de fome - exportam grãos para o primeiro mundo para engordar animais que vão parar na mesa de jantar das nações ricas.
6- "Carne" pode incluir rabo, cabeça, pés, reto e a coluna vertebral de um animal.
7- Uma salsicha pode conter pedaços de intestino. Como alguém pode estar certo que os intestinos estavam vazios quando utilizados? Você realmente quer comer o conteúdo do intestino de um porco?
8- Se comêssemos as plantas que cultivamos ao invés de alimentar animais para corte, o déficit mundial de alimentos desapareceria da noite para o dia. Lembre-se que 100 acres de terra produz carne suficiente para 20 pessoas, grãos suficientes para alimentar 240 pessoas!
9- Todos os dias dezenas de milhões de pintinhos de apenas 1 dia de vida são mortos apenas por que não podem botar ovos. Não há regras para determinar como ocorre a matança. Alguns são moídos vivos ou sufocados até a morte. Muitos são utilizados como fertilizantes ou como ração para alimentar outros animais.
10- Os animais que morrem para a sua mesa de jantar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e em meio a grande dor. A matança é impiedosa e desumana.
11- É muito mais fácil ser e manter-se elegante quando se é vegetariano.
12- Metade das florestas tropicais do mundo foram destruídas para fazer pasto para criar gado para fazer hambúrguer. Cerca de 1000 espécies são extintas por ano devido à destruição das florestas tropicais.
13- Todos os anos 400 toneladas de grãos alimentam animais de corte - assim os ricos do mundo podem comer carne. Ao mesmo tempo, 500 milhões de pessoas nos países pobres morrem de fome. A cada 6 segundos alguém morre de fome por que pessoas no Ocidente estão comendo carne. Cerca de 60 milhões de pessoas morrem de fome por ano. Todas essas vidas poderiam ser salvas, porque estas pessoas poderiam estar comendo os grãos usados para alimentar animais de corte se os norte-americanos comessem 10% a menos de carne.
14- As reservas de água fresca do mundo estão sendo contaminadas pela criação de gado de corte. E os produtores de carne são os maiores poluidores das águas. Se a indústria de carne no EUA não fosse subsidiada em seu enorme consumo de água pelo governo, algumas gramas de hambúrguer custariam US$ 35.
15- Se você come carne, está consumindo hormônios que foram administrados aos animais. Ninguém sabe os efeitos que estes hormônios causam à saúde. Em alguns testes, um em cada 4 hambúrgueres contém hormônios de crescimento originalmente administrados ao gado.
16- As seguintes doenças são comuns em comedores de carne: anemias, apendicite, artrite, câncer de mama, câncer de cólon, câncer de próstata, prisão de ventre, diabetes, pedras na vesícula, gota, pressão alta, indigestão, obesidade, varizes. Vegetarianos há longo tempo visitam hospitais 22% menos que carnívoros e por pouco tempo. Vegetarianos têm 20% menos colesterol que carnívoros e isso reduz consideravelmente ataques cardíacos e câncer .
17- Alguns produtores usam calmantes para manter os animais calmos. Usam antibióticos para evitar ou combater infecções. Quando você come carne, está ingerindo estas drogas. Na América do Norte 55% de todos os antibióticos são dados a animais de corte, e a porcentagem de infecções por bactérias
resistentes a penicilina avançou de 13% em 1960 para 91% em 1998.
18- Num período de vida um comedor de carne médio terá consumido 36 porcos, 36 ovelhas e 750 galinhas e perus. Você deseja tanta carnificina em sua consciência!?
19- Os animais sofrem dor e medo como nós. Passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte ensopado de sangue. Quem come carne sustenta o modo como os animais são tratados.
20- Animais com um ano de vida são freqüentemente muito mais racionais - e capazes de pensamento lógico do que bebês humanos de 6 semanas. Porcos e ovelhas são muito mais inteligentes do que criancinhas. Comer esses animais é um ato bárbaro.
21- Vegetarianos são mais aptos fisicamente do
que comedores de carne. Muitos dos mais bem-sucedidos atletas do mundo são vegetarianos.
Bons motivos para ser vegetariano

Estamos a viver um ressurgimento do interesse pelo vegetarianismo como nunca antes no passado. Mas contrariamente a outras épocas, em que os defensores da alimentação vegetariana eram homens maduros, com experiência no âmbito da filosofia ou da ciência, hoje são os jovens que, com mais entusiasmo, procuram um estilo de vida mais simples e natural.A seguir exporemos os motivos por que uma pessoa pode decidir ser vegetariana.

Motivos de saúde

Até à década de setenta, os especialistas em nutrição estavam mais preocupados em cobrir as carências alimentares e em conseguir que se consumissem calorias suficientes, do que com a qualidade dos alimentos. Foi na primeira metade do nosso século que surgiu e se afirmou o "mito" das proteínas: Tinham de se consumir proteínas suficientes (mais do que as realmente necessárias), e a melhor forma para isso era recorrer aos produtos cárneos.Mas nos últimos anos, os investigadores e especialistas em nutrição provaram que é mais importante a qualidade dos alimentos, do que a quantidade; que as necessidades de proteínas são menores do que se pensava; e que o problema da nutrição dos países desenvolvidos é precisamente o excessivo consumo de alimentos de origem animal, de gordura e de açúcar, e a falta de produtos vegetais (fruta, cereais e hortaliças).

A Associação Dietética Norte-Americana, reconhecida pela sensatez das suas declarações, emitiu, já em 1980, a seguinte opinião: "cada vez há mais evidências científicas que apoiam uma relação positiva entre a alimentação à base de vegetais e a prevenção de certas doenças crónicas degenerativas, como a obesidade, as doenças coronárias, a hipertensão arterial, a diabetes, o cancro do cólon e outras"1

Doenças cardiovasculares

No interessante relatório publicado recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Dieta, nutrição e prevenção de doenças crónicas, há uma secção dedicada às doenças cardiovasculares, em que um grupo internacional de especialistas recorrem às últimas investigações relacionadas com as vantagens da alimentação à base de vegetais. Um dos seus parágrafos diz: «Os subgrupos da população que consomem dietas ricas em alimentos de origem vegetal apresentam taxas mais baixas de cardiopatia coronária que a população em geral.»2 Na prestigiosa revista médica Lancet veio publicado recentemente um estudo segundo o qual em 82% dos doentes de aterosclerose que seguiram uma alimentação vegetariana baixa em gorduras, além de se absterem de tabaco e de praticarem exercício físico, verificou-se uma diminuição dos depósitos de colesterol que estreitam o calibre das artérias e dificultam a passagem do sangue.3

O colesterol

A alimentação vegetariana estrita não contém colesterol, já que esta substância só se encontra nos alimentos de origem animal. Nenhuma fruta, cereal ou hortaliça contém colesterol. O organismo é capaz de produzir o colesterol de que necessita, a partir dos ácidos gordos da alimentação. Mas quando, além disso, se ingerem quantidades significativas de colesterol com os alimentos, o seu nível no sangue aumenta perigosamente.Os vegetarianos têm um menor nível de colesterol no sangue, o que os protege contra a formação de aterosclerose, enfarte de miocárdio, tromboses cerebrais e outras afecções cardiocirculatórias.Na Austrália realizou-se um estudo com o objectivo de comprovar a acção da alimentação sobre o nível do colesterol. A um grupo de pessoas deu-se a comer, entre outras coisas, 250 gramas de carne magra por dia, enquanto a outro grupo se deu a mesma alimentação, apenas substituindo a carne por proteínas de glúten e de soja. Depois de seis semanas, os vegetarianos conseguiram baixar o seu nível de colesterol duas vezes mais do que o grupo que seguiu a dieta de carne magra.4

O cancro

Uma alimentação vegetariana protege contra o cancro, por várias razões:É rica em substâncias protectoras contra o cancro, que só se encontram nos alimentos vegetais: caroteno ou provitamina A (na cenoura, pimento e outras hortaliças coloridas), enzimas que inactivam o cancerígeno benzopireno (nas couves e na alface),5 inibidores das proteases (nas leguminosas) e antioxidantes (vitamina C). Contêm fibra vegetal em abundância, cuja falta aumenta o risco de cancro de cólon. A carne não contém nada de fibra vegetal (celulose). A fibra absorve e arrasta as substâncias cancerígenas que possa haver no intestino e faz o mesmo com o colesterol e com os sais biliares.6 Normalmente os vegetarianos consomem muito menos gordura que os não vegetarianos. Além disso, as gorduras vegetais geralmente contêm ácidos gordos mono ou polinsaturados, de acção protectora contra o cancro e benéficos para a saúde. Está demonstrado que quanto mais aumenta o consumo de gordura animal, maior é a mortalidade por cancro da mama.7 A alimentação à base de vegetais está isenta das substâncias cancerígenas que se encontram na carne, como o benzopireno, o metilcolantreno, os nitritos e as hormonas para engorda do gado.

A obesidade

A maior parte dos estudos feitos demonstram que em média os que se alimentam à base de vegetais pesam entre 4 a 10 quilos menos do que os que consomem carne habitualmente.8, 9, 10 Segundo o relatório de um grupo de especialistas da OMS,11 cada vez há mais provas que demonstram que o excesso de gordura na alimentação favorece o aumento de peso. Quanto maior é a proporção de calorias da alimentação que procedam das gorduras, tanto maior é o risco de obesidade.Estes achados estatísticos e experimentais, publicados no relatório da OMS, comprovam que os vegetarianos ingerem uma menor quantidade de gorduras, tanto em termos absolutos (gramas de gordura diários) como relativos.

A tensão arterial

Segundo refere esse relatório de especialistas da OMS, «os estudos epidemiológicos indicam sistematicamente que a pressão arterial entre os vegetarianos é mais baixa que entre os não vegetarianos (...) Se bem que não seja fácil determinar a causa precisa destes resultados, esses estudos assinalam que algum componente dos produtos de origem animal, possivelmente as proteínas ou as gorduras, pode influir na pressão arterial nas populações bem alimentadas.»12 O dito relatório recomenda, como forma de evitar tanto a hipertensão como a obesidade, seguir uma alimentação baixa em gorduras e com um conteúdo elevado em hidratos de carbono complexos (por exemplo: cereais integrais), reduzir ao mínimo a ingestão de álcool e reduzir o consumo de sal.

Diabetes

Quem não come carne tem um risco menor de sofrer de diabetes. E mais, há estudos que sugerem que o consumo habitual e abundante de carne poderia estar relacionado com a causa da diabetes. Por isso, havia que rever todas as dietas para diabéticos, nas quais costuma estar sempre presente o típico bife grelhado. Poderia muito bem estar a acontecer que se recomendasse aos diabéticos que co-messem justamente aquilo que lhes causa ou agrava a sua doença.

A osteoporose

As mulheres ovo-lacteo-vegetarianas sofrem com menor frequência de osteoporose do que as que comem carne habitualmente.13 A osteoporose converteu-se, ultimamente, numa das doenças que mais preocupam as mulheres depois da menopausa. Consiste numa perda de massa e de consistência óssea, que as torna mais susceptíveis a fracturas e deformações. Os investigadores ainda não descobriram porque é que as mulheres que seguem uma alimentação ovo-lacteo-vegetariana sofrem menos de osteoporose do que as que comem carne, pois em ambas as dietas o consumo de cálcio é similar. Mas pensa-se que, devido a um mecanismo ainda pouco conhecido, o consumo elevado de proteínas na alimentação à base de carne faz com que o organismo elimine mais cálcio com a urina.14

A resistência física

É um facto conhecido que a resistência física dos atletas vegetarianos à fadiga é superior à dos que têm uma alimentação cárnea. Os que comem muita carne têm mais "força de arranque" para conseguir um esforço máximo num curto espaço de tempo; mas cansam-se primeiro. Este é o caso dos levantadores de pesos, que geralmente têm uma alimentação hiperproteíca, com muita carne: São capazes de desenvolver uma força extraordinária num dado momento, mas carecem de resistência.Investigadores suecos realizaram uma prova de resistência com atletas bem treinados, fazendo-os pedalar uma bicicleta estática. Depois de seguirem durante três dias uma dieta rica em produtos animais, com muitas proteínas e gorduras, conseguiram um tempo máximo a pedalar, sem parar, de 57 minutos (tempo médio). Durante os três dias seguintes alimentaram--se com uma dieta mista (carne, ovos, leite, batatas, verduras e fruta), e a média do seu tempo subiu para os 114 minutos. Mas depois de seguirem uma dieta vegetariana, rica em cereais integrais e frutos secos, bem como fruta, legumes e outras hortaliças, conseguiram uma média de 167 minutos a pedalar sem se deterem.15

Motivos éticos

Há pessoas que se convenceram que devem alimentar-se à base de vegetais (fruta, cereais, verduras e hortaliças), por razões éticas. Evi- dentemente que estas não se podem medir nem analisar por critérios científicos e cada um é livre de as assumir ou não. Neste campo, todos devemos exercer uma grande dose de tolerância – de que a humanidade está tão necessitada actualmente –, respeitando as opiniões e crenças dos outros.

O respeito pela vida

O respeito pela vida dos animais, como razão para não comer carne, é uma ideia muito antiga. As religiões orientais, como o budismo, mostram uma grande bondade e compaixão pelos animais, embora haja quem o relacione mais com a doutrina da reencarnação das almas (qualquer animal pode estar habitado por uma alma humana), do que com um respeito pelo animal em si mesmo. Em qualquer caso, o certo é que são muitos os povos do Oriente que há muito evitam matar os animais para se alimentarem. Também na Grécia e Roma clássicas se desenvolveu esta ideia: Pitágoras, Porfírio e Ovídio, entre outros, pensavam que matar os animais para comer, contamina e brutaliza o espírito humano. «Quando poreis fim a essas execráveis matanças?», perguntava o filósofo grego Empédocles, no século V a.C.16 Ao longo da história foram muitos os artistas, filósofos e cientistas que partilharam estes sentimentos para com os animais. Leonardo da Vinci, Gandhi, Edison, Bernard Shaw, Rabindranath Tagore e Tolstoi eram vegetarianos.17 Basta ver como se afeiçoa uma criança a um galito ou a qualquer animal doméstico, para nos darmos conta de que o sacrifício de um animal para o comermos é algo contrário à natureza humana.

Criados para sofrer

Mas não só o facto de se matarem os animais suscitou advertências morais em diversos povos e pessoas. A forma cruel e sem consideração em que a miúdo são criados, transportados e sacrificados, desperta o repúdio de muitos. A revista profissional El Medico dizia num artigo dedicado às modernas técnicas de produção animal: «A vida numa empresa de criação é a seguinte: as vitelas recém-nascidas são separadas da mãe. São alimentadas com leite desnatado e passam os poucos meses da sua vida, sem movimento, em estábulos a uma temperatura de 37 graus centígrados. Desta maneira, bebem mais do que o faria um animal normal, (...) e, além disso, comem um puré de proteínas que desenvolve mais rapidamente a apreciada carne branca. O objectivo da sua existência – o matadouro – é alcançado quando estão cheias de antibióticos como medida preventiva, de bloqueadores beta contra o risco permanente de enfarte e de sedativos contra o stress.»18

O respeito pela própria vida

Os motivos éticos para a abstenção da carne também se podem apresentar sob outro aspecto, para além do respeito pelos animais: o do respeito pelo próprio corpo da pessoa. Hoje são muitos, em todo o mundo, os que, tanto com base religiosa como sem ela, aplicam esses mesmos princípios éticos de vida saudável e de respeito pelo seu próprio corpo.

Motivos ecológicos e económicos

A criação de animais para serem utilizados como alimento, é um luxo, um autêntico esbanjamento em termos económicos. Se as grandes quantidades de cereais e leguminosas que se usam como rações, bem como de terreno e água, que se usam para engordar os animais de quinta, fossem utilizados para consumo humano, poder-se-ia acabar facilmente com a fome no mundo. Por cada 5000 calorias em forma de milho (1,4 quilos) que se investem dando de comer a uma vaca, só se recuperam 200 calorias em forma de carne (130 gramas). Com 1,4 quilos de milho podia alimentar-se um habitante do terceiro mundo durante vários dias, mas 130 gramas de carne apenas dão para um único bife à mesa de um ocidental. A produção de carne requer investir grandes quantidades de grão, só para poder alimentar o gado.Se se plantarem 100 metros quadrados de soja, obter-se-ão uns 5 quilos de proteína, com os que se poderiam cobrir as necessidades proteicas de 70 pessoas durante um dia. Mas se esses 5 quilos de proteínas forem empregues para alimentar o gado, obter--se-á unicamente meio quilo de carne bovina, com o que se poderá cobrir escassamente as necessidades proteicas diárias de apenas 2 pessoas.

Solidariedade contra a fome

Há cidadãos sensíveis aos desequilíbrios nutricionais dos habitantes do nosso planeta, que encontram nestes dados uma razão importante para deixar de consumir alimentos animais. Os países pobres da terra vêem-se obrigados a vender aos ricos, para estes alimentarem o gado, o grão e a soja de que, na realidade, necessitam para dar de comer aos seus próprios habitantes. A solidariedade, a que tanto se recorre para combater a fome no mundo, poderia ser posta em prática simplesmente destinando à alimentação humana os milhares de toneladas de cereais e de soja que se empregam para fabricar rações para o gado. Isto requereria que os habitantes dos países ricos reduzissem o seu consumo de carne (o que, além disso, melhoraria a sua saúde), e aumentassem o de cereais e leguminosas. E se se prescindisse totalmente do consumo de carne, não aconteceria nenhum problema do ponto de vista nutricional, pois está mais que provado e aceite por todos os especialistas, que a carne não é um componente imprescindível da alimentação humana.Não se trata de nenhuma utopia: A qualidade nutritiva das proteínas da soja é igual ou superior à da carne; e os produtos à base de soja e cereais podem ser muito atraentes e saborosos, tal como o podemos ver nas casas especializadas em dietética.

A cesta das compras

As razões económicas também podem ser importantes a nível individual. Comparando os princípios nutritivos, a carne acaba por ser mais cara que os legumes, os cereais ou as batatas. Num estudo realizado em 1990, nos Estados Unidos, calculou-se que uma alimentação baixa em gorduras saturadas e em colesterol, com pouca carne e poucos produtos lácteos gordos (completos), ficava ao consumidor a 230 dólares anuais.19 De maneira que a alimentação vegetariana não só é mais saudável, mas também é mais barata..

Jorge D. Pamblona Roger

Médico e autor de várias obras sobre cuidados de saúde, entre as quais a enciclopédia ‘A Saúde Pelas Plantas Medicinais’ à vossa disposição nesta Publicadora.

Fonte: http://www.saudelar.com/edicoes/2000/setembro/principal.asp?send=nutricao.htm

Trinta razões para ser vegetariano

O senso comum diz‑nos e no fundo sabemos que os nossos amigos animais têm o mesmo tipo de sentimentos e desejos que nós e que não devemos matar nem ferir outros para os comermos.

Porque a doença coronária começa na infância
A carne não tem fibras e está saturada de gordura e colesterol, razões pelas quais o pediatra Benjamin Spock, no seu livro Baby & Child Care, desaconselha que as crianças consumam qualquer tipo de carne.

Porque uma dieta vegana faz a doença coronária retroceder
A dieta recomendada pela Associação Americana de Cardiologia, que inclui carne, continua a provocar arteriosclerose, ou seja, o entupimento das artérias, enquanto que a dieta vegana recomendada pelo Dr. Dean Ornish torna as artérias mais saudáveis. Durante um estudo, as pessoas que seguiam a dieta da Associação sofreram um agravamento do seu estado em 28%, ao contrário dos 8% de melhorias constatadas nos indivíduos que adoptaram a dieta do Dr. Dean Ornish.

Porque consumir carne e lacticínios engorda
A população em geral sofre cada vez mais de excesso de peso e a dieta Atkins apenas veio piorar este cenário, pois só resulta a curto prazo. Só 2% de vegetarianos puros sofrem de obesidade, o que representa cerca de um nono do número de obesos omnívoros norte‑americanos.

Porque não devemos mentir às crianças acerca dos alimentos que ingerem
As crianças ficariam aterrorizadas se soubessem da violência e crueldade com que galinhas, porcos e outros animais são transformados em nuggets e outras “comidas”.

Porque em cada embalagem de frango há excrementos
Um estudo do Departamento Norte‑americano de Agricultura revelou níveis assinaláveis da bactéria E. Coli em 98% das carcaças de frangos para assar, o que indica contaminação fecal.

Porque a carne é suja e sangrenta
Nos E.U.A. há todos os anos mais de cinco milhões de casos de doenças transmitidas pela carne, milhares das quais fatais. A carne dos animais acumula gordura e químicos perigosos, entre os quais dioxinas, antibióticos, pesticidas, herbicidas e mesmo as formas mais tóxicas de arsénico.

Porque não é justo
Matar outros animais é um acto de exploração e violência e só o fazemos porque temos esse poder.

Porque nenhuma criatura quer ver a sua família morta
As vacas amam os seus vitelos, as porcas amam os seus leitões e as galinhas amam os seus pintainhos. Os animais amam as suas famílias e sofrem com a sua perda.

Porque consumir carne e lacticínios provoca impotência
Adoptar uma dieta vegetariana é uma alternativa natural ao Viagra, pois antes da acção arteriosclerótica da carne provocar um ataque cardíaco, afecta outros órgãos vitais. Num estudo, ¼ dos homens entre os 40 e 79 anos de idade queixava‑se de disfunção eréctil frequente, enquanto que num outro estudo, metade dos homens acima dos 40 anos tinha alguns episódios de disfunção eréctil.

Porque não comeríamos o nosso cão
A maioria das pessoas mostra-se horrorizada perante culturas onde se comem cães ou baleias, mas estes animais sofrem tanto quanto os animais consumidos usualmente no Ocidente. A diferença é apenas cultural e não moral.

Porque a “doença das vacas loucas” está por toda a parte
Qualquer animal com cérebro pode contrair uma forma da Creutzfeldt‑Jakob e, apesar disso, milhões de porcos e galinhas ainda estão a ser alimentados com os restos mortais de animais doentes, em clara violação das recomendações da Organização Mundial de Saúde e das leis europeias e japonesas.

Porque é violência que pode ser travada
Podemos sentir‑nos impotentes para travar a guerra ou outras formas de violência, mas podemos optar por não apoiar matadouros rejeitando a carne.

Porque ninguém deveria ter que matar para ganhar a vida
Os funcionários dos matadouros são dos que mais sofrem de doenças e ferimentos e este tipo de trabalho destrói o sentido de compaixão de qualquer um.

Porque alguém que bate num animal é mesquinho, mas alguém que o come é‑o ainda mais
Ao comermos carne estamos a pagar a outros para cometerem actos tão cruéis que seriam punidos na maioria dos estados norte‑americanos se cometidos contra cães ou gatos.

Porque nenhum animal merece morrer pelos caprichos do paladar
O desejo momentâneo pelo sabor da carne por parte de um ser humano não é tão importante quanto o desejo de outro animal de não ser torturado nem violentamente morto.

Porque os cereais usados para alimentar animais poderiam ser usados para alimentar pessoas a morrer de fome
80% do terreno norte‑americano arável é usado para criar galinhas, porcos e outros animais; 70% dos cereais são usados na alimentação destes. Se estas quantidades gigantescas de cereais, soja e milho que alimentam os animais de criação intensiva estivessem disponíveis, haveria imensa comida para as pessoas que morrem de fome em todo o mundo.

Porque mais de metade de toda a água usada nos E.U.A. se destina à criação de animais para consumo
Uma dieta totalmente vegetariana carece de 1,2 m3 de água por dia, enquanto que uma dieta que inclua carne exige mais de 1,6 m3 de água diariamente. Este título da revista Times é elucidativo: «Por todo o mundo, à medida que cada vez mais água é desviada para a criação [de gado], porcos e galinhas em vez de ser usada em culturas agrícolas, milhões de poços continuam a secar.»

Porque ninguém pode dizer que é ambientalista se comer carne
Ao canalizar as colheitas e a água para os animais em vez de usar estes recursos directamente é uma das formas mais eficazes de desperdiçar água e de poluir. A indústria de criação intensiva de animais requer mais água do que todos os outros utilizadores juntos e gera 130 vezes mais resíduos do que a totalidade da população norte-americana. Esta indústria também é responsável por mais de um terço da emissão de gases de efeito de estufa provocados pelos combustíveis fósseis nos E.U.A. e já destruiu ¾ do solo cultivável, uma catástrofe ambiental permanente que jamais poderá ser corrigida.

Porque os animais são indefesos
O vencedor do prémio Nobel, Isaac Bashevis Singer, considerou o especismo como a «mais extrema» forma de racismo pois os animais não se podem defender e são vítimas fáceis.

Porque quando os animais sentem dor também gritam
Se os queimarmos, eles sentem; se os sujeitarmos a choque eléctricos, eles sentem. Os animais sentem dor da mesma forma e com a mesma intensidade que os humanos.

Porque os animais não querem morrer
Os animais valorizam a sua vida tal como os humanos.

Porque os animais sentem medo
Os seus pêlos ficam hirtos, urinam e tremem tal como nós fazemos quando nos assustam de morte perante a iminência de sermos feridos ou assassinados.

Porque a carne, esteja cortada como estiver, não deixa de o ser
Os outros animais são feitos de carne, ossos e sangue tal como nós, portanto “carne” é apenas um eufemismo para um cadáver em decomposição usado como comida.

Porque o comércio não é desculpa para assassínio
As indústrias de assassinato em massa de galinhas, porcos e outros animais são gigantescas, mas já é tempo de terem o mesmo destino que o comércio de escravos (que também gozava de fortes incentivos económicos).

Porque nem as prisões estão assim tão sobrelotadas
Os animais da criação intensiva estão tão amontoados em tão pouco espaço que a maioria é impossibilitada de fazer seja o que for de forma natural durante toda a sua existência.

Porque não é para isto que as asas servem
Às galinhas, porcos e outros animais de criação intensiva nunca é permitido que respirem ar puro, que sintam o sol nas costas, que façam ninho, que acariciem as suas crias nem que façam tudo aquilo para que nasceram.

Porque todos queremos ser livres
Reconhecemos o facto de levar o cão ao parque e de deixar o pássaro passar tempo fora da gaiola. Isto também se aplica aos animais de criação intensiva: eles desejam liberdade tal como os humanos.

Porque comer peixe não nos torna vegetarianos
Os peixes têm a mesma capacidade de sentir dor que as aves e os mamíferos e são indivíduos interessantes. Segundo uma crítica publicada na Fish and Fisheries, os peixes são «muito inteligentes»: possuem memória de longa duração e aprendem uns com os outros, usam ferramentas, integram hierarquias sociais e «podem mesmo ser favoravelmente comparados com primatas não‑humanos». A bióloga marinha Sylvia Earle explica que os peixes são seres muito bondosos e curiosos, sensíveis, com personalidade própria e que sofrem quando feridos.

Porque poder não significa rectidão
No nosso desenvolvimento moral enquanto espécie, chegámos a uma fase em que devemos reconhecer que outras espécies merecem consideração, tal como reconhecemos que a escravatura estava errada, que as mulheres mereciam votar e que as crianças não deveriam ser usadas como transporte de cargas.


PORQUE SABEMOS QUE É ERRADO!

site:www.centrovegetariano.org
Sem flagrante, jovens que mataram cão a pauladas no Rio Grande do Sul
não devem ir para cadeia, diz delegado

O delegado Peterson da Silva Benites, da cidade de Quintão, no litoral do Rio Grande do Sul, disse que os jovens que mataram um cachorrro a pauladas no Balneário de Quintão, no litoral do Rio Grande do Sul, e divulgaram o vídeo da agressão na internet não devem ser presos. O delegado disse que embora a lei preveja pena de três meses a um ano de detenção para crime de crueldade por maltratar animais, como não houve flagrante, os jovens não podem ser presos. O delegado já tomou o depoimento dos agressores, que têm entre 17 e 22 anos, e eles admitiram o fato.

Segundo o delegado, eles mataram o cachorro a pedido da tia de um dos rapazes, porque o cachorro atacou as galinhas dela. Eles filmaram a agressão com um celular, mas não pretendiam colocar na internet. Segundo ele, as imagens caíram na mão de uma pessoa que as teria colocado no Youtube.

No vídeo, um dos rapazes segura, o outro desfere pauladas no cachorro, enquanto o terceiro filma a barbárie. Demonstrando satisfação pela atitude, o jovem agressor exibe o taco usado para o crime. O adolescente que teria postado o vídeo negou envolvimento, disse que divulgou o material como forma de protesto.

- A gente fica refém de uma situação onde a sociedade cobra uma efetiva aplicação da pena e hoje a pena para ser bem aplicada seria sinônimo de prisão. Porém o procedimento não prevê esse tipo de penalização cautelar - explica o delegado.

Ele disse que foi lavrado um termo circunstanciado, que será encaminhado ao juizado especial. Como eles não têm antecedentes criminais, dificilmente ficarão presos se forem condenados.

- Em casos assim, normalmente se aplica uma pena alternativa, mesmo considerando a crueldade do ato - explica o delegado.

De acordo com ele, o inquérito ainda não foi fechado e a dona do cachorro também poderá ser incriminada.

- É um vídeo chocante, com requintes de crueldade. Um dos rapazes segurou o animal, outro bateu e o terceiro filmou.

O adolescente que postou o vídeo na internet também será encaminhado à Vara da Infância e Juventude, segundo o delegado. A polícia não acredita que ele tenha colocado as imagens na internet como forma de denúncia.

- O depoimento dele foi inconsistente - disse o delegado.

As imagens, segundo a polícia, foram produzidas no dia 20 de junho e postadas no site Youtube dois dias depois. Na quarta-feira, o vídeo foi retirado do site de repositório de vídeos por quebra das regras de postagem.

A questão acabou virando um caso de polícia, após uma série de ligações recebidas na quarta-feira de manhã pelo posto policial de Quintão. Os moradores ligaram para denunciar que os agressores são moradores do balneário. Como a cidade é pequena, horas depois a polícia já tinha os nomes dos três.

No Twitter, foi criada uma campanha contra a pessoa que publicou o vídeo no Youtube. Os internautas também se mobilizaram para pressionar por punição aos responsáveis fazendo denúncias através do twitter e do e-mail da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WPSA) no Brasil.

Perguntas e Respostas


E as plantas, não é errado comê-las?
Plantas não sentem dor pelo simples fato de não terem sistema nervoso nem nervos, é questão científica mesmo. Mas mesmo considerando que sim, eles sentem dor, quantos milhões de vegetais você mata ao comer um boi que cresceu comendo vegetais? Um boi leva, em média, 4 anos e meio para ser morto para alimentação, neste período ele consome muitos vegetais, concorda?

"A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas."

Se animais matam outros animais para se alimentar, porque deveríamos agir de forma diferente?
Os animais que matam para se alimentar não poderiam sobreviver se agissem de outra forma. Este não é o nosso caso. Nós, humanos, na verdade nos tornamos mais saudáveis quando adotamos uma dieta vegetariana. Além disso, se nós não costumamos nos comportar como animais, por que deveríamos abrir uma exceção para este caso?

Os seres humanos não têm que comer carne para permanecer saudáveis?
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e a Associação Dietética Americana, dois órgãos que são referência mundial em questões alimentares, endossaram dietas vegetarianas. Pesquisas demonstraram também que vegetarianos possuem sistemas imunológicos mais fortes, e que os consumidores de carne têm duas vezes mais chances de morrer de doenças cardíacas e probabilidades 60% maiores de morrer de câncer. O consumo de carne, leite e seus derivados tem sido ainda relacionado a diversas outras doenças, como diabetes, artrite e osteoporose.


Os vegetarianos ingerem proteína suficiente?
Em boa parte dos casos, o problema é ingerir proteína em demasia, não em quantidade insuficiente. Muitos dos que consomem produtos de origem animal ingerem três ou quatro vezes mais proteínas do que necessitam. Há uma enorme variedade de alimentos vegetarianos ricos em proteínas, como massas, pães, feijões, ervilhas, milho e até mesmo cogumelos. Quase todos os alimentos contêm proteína. É quase impossível não obter proteína suficiente em uma dieta que possua a quantidade de calorias adequada, mesmo que não se faça uma escolha mais cuidadosa dos alimentos. Por outro lado, proteína em demasia é uma das principais causas conhecidas de osteoporose e doenças renais.


Comer carne é natural. Tem sido assim por milhares de anos. Nós evoluímos desta maneira.
Na verdade, nós não evoluímos para comer carne. Animais carnívoros possuem dentes caninos pontiagudos, garras e um trato digestivo curto. Os seres humanos, em seu atual estágio de evolução, não apresentam garras nem caninos desenvolvidos. Temos molares lisos e um trato digestivo longo, muito mais adequado a uma dieta de vegetais, grãos e frutas. Comer carne é perigoso para nossa saúde; contribui para o aparecimento de doenças cardíacas, câncer e uma infinidade de outras doenças.


Se todos passassem a comer apenas alimentos de origem vegetal, haveria bastante comida para todos?
Boa parte da safra mundial de grãos é na verdade destinada a alimentar o gado. Desta forma, se todos se tornassem vegetarianos, haveria muito maior abundância de alimentos. Nos Estados Unidos, por exemplo, 80% do milho produzido são usados na alimentação dos animais criados para consumo. Em todo o mundo, o gado consome uma quantidade de alimento equivalente às necessidades calóricas de 8,7 bilhões de pessoas - mais do que toda a população humana do planeta.


Os fazendeiros tratam seus animais muito bem, ou eles não produziriam tanto leite e ovos.
Os animais nas fazendas não ganham peso, produzem leite e colocam ovos porque se sentem confortáveis, contentes, ou são bem tratados, mas, na verdade, porque foram manipulados especialmente para fazer estas coisas, com drogas, hormônios e técnicas de criação e seleção genética. Além disso, os animais criados para produção de alimentos, mesmo vacas leiteiras e galinhas poedeiras, hoje são abatidos em idade extremamente jovem, antes que as doenças e a miséria os dizimem. É mais lucrativo para os fazendeiros absorver as perdas ocasionadas por mortes e doenças do que manter os animais em condições humanitárias.


fonte:www.activeg.org